Certamente, uma pergunta inerente a qualquer indivíduo ou empresa quando o assunto é: como otimizar minhas verbas dentro das redes?
Partindo direto para uma estatística do uso das Redes Sociais no Brasil em 2024 (um público estimado em 144 milhões de usuários), segundo o Data Report 2024 Brasil – publicado pelo site Rock Content, deparamo-nos com números interessantes, beirando ao “surpreendente” (lembrando que, neste porte de pesquisa, ainda não temos dados do ano de 2024, mas que ainda nos dá uma boa dimensão). Destacam que, para muitos, quem liderava seria o Instagram… nanão… este perde para o WhatsApp, que desponta com 93,4%. Aí, sim, vem o Instagram com 91,2%, seguido pelo Facebook, e seus 83,3%. Deste, prossegue com o TikTok (65,1%) e, próximo, vem o Facebook Messenger, com 60,8%. Demais, Telegram (56,5%), Pinterest (46,7%), Kwai (46,1%), X/Twitter (44,4%) e LinkedIn (37,2%). O YouTube não foi mostrado na pesquisa pelo realizador deste ano, porém, o que se sabe, é que aproximadamente 77% da base de usuários da internet no Brasil – janeiro de 2023 – foram impactados pelos seus anúncios (realça a potência desta plataforma).
Características das principais redes
WhatsApp: aplicativo de mensagens gratuito que permite enviar mensagens de texto e compartilhar outros formatos de mídia. Nas estratégias de Marketing e Vendas, o uso do WhatsApp acelera seus resultados.
Instagram: plataforma de relacionamento, divulgação e venda de produto, essencialmente.
Facebook: aplicativo para relacionamento e divulgação da marca.
TikTok: o objetivo principal é a comunicação através de vídeos curtos, mas está reforçando sua presença, cada vez mais, nas trocas de mensagens entre usuários.
YouTube: entretenimento e conhecimento através de conteúdos densos.
LinkedIn: esta plataforma foca no relacionamento profissional, no recrutamento, parcerias e networking, fundamentalmente.
X/Twitter: compartilhamento de assuntos atuais e do cotidiano das marcas.
As classes sociais e seus acessos
Segundo a Agência Neoplan, apontando a pesquisa pela Opinion Box (2021; amostragem mais recente), a maioria dos usuários estão nas classes B, C e D; o TikTok é a plataforma que possui maior porcentagem com 83% dos usuários em parte dessas classes. Já as porcentagens das classes A e B variam de 17% a 21%. Eis o panorama de cada uma das principais redes:
Instagram: 79% nas classes C, D e E – 21% nas A e B;
Facebook: 79% nas classes C, D e E – 21% nas A e B;
YouTube: 81% nas classes C, D e E – 19% nas A e B;
TikTok: 83% nas classes C, D e E – 17% nas A e B;
X/Twitter: 81% nas classes C, D e E – 19% nas A e B;
LinkedIn: 79% nas classes C, D e E – 21% nas A e B.
Curiosidades no uso das redes
Ah, o TikTok é só aquele app das dancinhas! Era. E estamos falando, ainda, do ano de 2016. De lá para cá, foi uma substancial evolução e participação nas redes (vide estatísticas ali acima). Tornou-se uma ferramenta de busca bastante utilizada pelo público mais jovem (adolescentes e jovens adultos neste momento). Está se firmando a cada dia como uma “plataforma ideal para descobertas de novos produtos”, em ações desde a pesquisa e visita ao site, até eventos como compra de produtos ou baixa de aplicativos. Mas ela ainda funciona bem quando as pessoas que dão cara às empresas aparecem. Mostrar os bastidores e apostar no micro – o cotidiano, a operação do negócio – em vez do macro é uma boa aposta, assim como responder a comentários, engajar-se com outros criadores e participar das conversas do momento, aponta a Assessoria de Marketing Jahe.
E o caso de uma usuária da plataforma Threads, comentado por um colega aqui da Agência, em que ela “esbraveja” por não querer ver vídeo no feed dela, pois defende ser um ambiente estritamente para texto? Certamente deve ter se manifestado, ainda, para que os interessados neste tipo de publicação mista, procurassem outras plataformas mais características deste tipo de divulgação. Aqui pincelamos uma matéria complexa, onde a “liberdade” de escolha – de qual ambiente queres te manifestar – acaba tomando ares de “domínio”, ou seja, um território onde você sofrerá julgamento de suas ações, criando uma “verdade” no uso daquele espaço. Como dito, complexo – para não dizermos, complicado.
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Algumas tendências
Vários canais de informação repetem a mensagem: as redes sociais em 2025 continuarão a se consolidar e expandir dentro do Marketing. Terreno fértil para nichos bem específicos (distante das campanhas de massa pelos canais tradicionais, como a TV), as plataformas ampliarão desenvolvimentos com o uso da Inteligência Artificial (IA), mas o que se imagina é a atenção dos propagadores de mensagens no que diz respeito à geração de conteúdos “autênticos”, ou seja, usando a “Inteligência Humana”, referencia o Mundo do Marketing. Este portal aponta, ainda, uma pesquisa de outro portal (Hootsuite, referente ao grupo de tendências), onde destacamos algumas delas:
Marketing de Desempenho
Redes Sociais se transformando em significativos meios de geração de resultados tangíveis, como vendas, leads e aquisição de clientes. Destacam-se o Social Listening e a análise em tempo real, que ajudam a identificar tendências, melhorar produtos e alinhar estratégias de atendimento ao cliente, como campanhas que resolvem problemas percebidos nos concorrentes.
Fazendo parte das conversas
Seções de Comentários estão reforçando as interações entre as marcas e suas audiências. Estudando carinhosamente o momento e onde interagir, as marcas estão usando os comentários para chegar em novos públicos, ampliando suas atuações no meio digital.
A supremacia dos vídeos curtos
Pra já! Pra agora! Vídeos curtos cada vez mais explorados pelas principais plataformas nesta estratégia (TikTok, Instagram Reels e YouTube Shorts), com o real objetivo de “prender a atenção” do público, diante da assustadora redução na concentração das pessoas. Este formato oportuniza narrativas envolventes, como também desafia a habilidade dos profissionais do Marketing.
E-commerce integrado às redes sociais
As plataformas TikTok e Instagram entraram, definitivamente, para o mundo das Shops, definindo as redes sociais como efetivos marketplaces robustos. Isto está fazendo com que os consumidores descubram, avaliem e comprem produtos/serviços ali mesmo, dentro daquela plataforma. O destaque fica para a aceleração nas vendas diretas, eliminando entraves no processo de conversão, facilitando a experiência do usuário.
Inclusão de comunidades sub-representadas
Não adianta… finalmente, virou fato da atenção das empresas, cada vez mais, para a participação efetiva dos grupos sub-representados em sua comunicação. Ainda mais com a expansão de práticas de ESG dentro da cultura corporativa, suas ações atraem audiências que dão valor à diversidade e inclusão, gerando força às marcas.
Gamificação no Marketing Digital
Caminho sem volta! Comuns em jogos eletrônicos – como as recompensas após a conclusão de uma tarefa ou missão, estas ações estão contribuindo para o engajamento maior do consumidor em campanhas publicitárias, entregando experiências excepcionais que possam iniciar uma relação duradoura. É entendido, também, que a gamificação é tida como uma ferramenta eficaz para elevar o desejo dos consumidores em participar efetivamente na vida da marca.
Puxa, mexemos com um assunto bem complexo! Tanto que vamos dar esta pequena parada, mas aguarde: faremos a Parte 2 (e Final) daqui a alguns dias, aumentando este entendimento sobre como compreender e investir nas Redes Sociais dentro dos seus objetivos. Vem mais coisa interessante, hein?! Até lá!