Estamos de volta e, coladinho, a segunda e última parte desse período da História da Arte, com o volume mais expressivo de todos os tempos. Você vai poder enxergar o restante de um dos períodos que mais influenciou os pensamentos criativos da nossa área de comunicação e marketing. Bom proveito (poderia ser “bom deleite”)!
FUTURISMO
Os futuristas celebram a modernidade com fervor, abraçando a máquina como símbolo de uma nova era. Movidos por um ideal patriótico, buscavam fortalecer a sociedade italiana por meio da exaltação da tecnologia. No campo artístico, o futurismo traduz essa visão ao explorar, no espaço bidimensional, a expressão do movimento e da velocidade. Mais do que representar objetos, como um automóvel, o artista futurista procura capturar plasticamente a dinâmica e a energia que eles imprimem no espaço.
Principal artista
Giacomo Balla – foi pintor italiano que buscou exaltar os avanços científicos e técnicos por meio de representações desnaturalizadas, sem alcançar, contudo, a abstração plena. Ainda assim, revelou notável com o dinamismo das formas, a incidência da luz e a integração do espectro cromático.
DADAISMO
Formado em 1916, em Zurique, por jovens franceses e alemães, o Dada surgiu como um movimento de negação em meio à Primeira Guerra Mundial, reunindo artistas contrários ao conflito. Seu nome, escolhido ao acaso por Hugo Ball e Tristan Tzara, evocava a ausência de sentido — assim como a própria arte diante da irracionalidade da guerra. Como expressão radical, o Dadaísmo rejeitava a cultura estabelecida e exaltava o absurdo, a incoerência e o caos.
Principal artista
Marcel Duchamp – o espírito experimental e provocador levou-o a concepções radicais em arte. Criou os ready-mades, objetos comuns elevados à condição artística por escolha, intervenção mínima e titulação. Em 1917, causou escândalo ao submeter um urinol intitulado “A Fonte”. Posteriormente, realizou intervenções irreverentes em obras consagradas e desenvolveu mecanismos ópticos, afirmando seu rompimento com a tradição.
NEO-PLASTICISMO
O Neoplasticismo, denominação criada por Piet Mondrian, definiu um estilo baseado na abstração geométrica, tornando-se marca central de sua obra. Ao lado de Theo van Doesburg, liderou o movimento holandês De Stijl — também difundido por revista homônima —, cujas ideias viriam a influenciar a Bauhaus.
Principal artista
Piet Mondrian – o artista adota como base a superfície plana e retangular, empregando as cores primárias com preto e branco. Ao distribuir e justapor essas áreas, busca uma arte pura, alcançando um equilíbrio rigoroso na composição, livre de excessos de cor, linha ou forma.
ABSTRACIONISMO
A arte abstrata rompe os vínculos com a realidade visível, fazendo da cor e da forma os elementos centrais de significação. Ao suprimir essa relação, afirma-se como linguagem autônoma. O Abstracionismo desdobra-se em diversas fases, do Informalismo de Kandinsky ao Suprematismo de Malevitch, passando pelo Neo-Plasticismo de Mondrian e chegando ao Action Painting de Jackson Pollock.
Principal artista
Wassily Kandinsky – pintor russo, antes do abstracionismo participou de vários movimentos artísticos como impressionismo, fauvismo, expressionismo e, posteriormente, da Bauhaus. Nas suas obras predominam os sentimentos e emoções. As cores e as formas são criadas livremente.
SURREALISMO
Nas primeiras décadas do século XX, sob a influência da psicanálise de Sigmund Freud e das incertezas políticas, formou-se um ambiente propício a uma arte crítica da cultura europeia e da condição humana. Nesse contexto, o Surrealismo, em diálogo com o Futurismo e o Dadaísmo, ultrapassa a simples negação ao propor a transformação da sociedade e a busca de uma nova realidade, situada no subconsciente. Marcado pela fantasia, pela melancolia e por estados emocionais intensos, aproxima-se do romantismo, embora se manifeste de forma mais radical.
Principal artista
Salvador Dali – criou o conceito de “paranoia crítica“ para referir-se à atitude de quem recusa a lógica que rege a vida comum das pessoas. Segundo ele, é preciso “contribuir para o total descrédito da realidade”.
BAUHAUS
O primeiro manifesto da Bauhaus, redigido em 1919 por Walter Gropius, estabeleceu como princípio a integração entre arte e indústria. Atuante na Alemanha entre 1919 e 1933, a escola reuniu importantes criadores de vanguarda e definiu diretrizes estéticas que marcariam a produção artística ao longo do século XX.
Principal artista
Paul Klee – professor da Bauhaus, de 1921 a 1924, sua obra é rica em centenas de pinturas, aquarelas e desenhos de vanguarda. Pintor do Expressionismo, buscava a economia de elementos.
POP-ART
Com raízes no dadaismo de Marcel Duchamp, a Pop-Art emerge no final da década de 1950, quando artistas passam a incorporar símbolos e produtos da cultura de massa norte-americana em suas obras. Em oposição ao expressionismo abstrato, retoma a arte figurativa e constrói sua iconografia a partir da televisão, da fotografia, dos quadrinhos, do cinema e da publicidade.
Principal artista
Andy Warhol – figura central e controversa da Pop-Art, Andy Warhol expressou a produção mecânica da imagem em lugar do trabalho manual, retratando ídolos como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Via as celebridades como figuras impessoais e vazias, percepção que estendeu aos objetos de consumo de massa, representados por meio da serigrafia, ressaltando sua natureza repetitiva e despersonalizada.
OP-ART
A Op-Art, abreviação de Optical Art, surge na Europa no início da década de 1960 e rapidamente se difunde nos Estados Unidos, propondo-se a romper com a harmonia estática da arte tradicional por meio de efeitos visuais dinâmicos. De caráter mais cerebral e sistemático que a Pop-Art, aproxima-se das ciências, explorando possibilidades visuais amplas e quase ilimitadas.
Principal artista
Victor Vasarely – suas composições, formadas por figuras geométricas em preto e branco ou em cores, são articuladas de modo a provocar estímulos visuais que geram sensações de movimento e dinamismo, variáveis conforme a posição do observador.
ARTE DIGITAL
Amplamente difundida a partir dos anos 1970 e presente em festivais, bienais e reflexões teóricas, a arte em mídia digital assumiu diversas denominações, como net art, ciberarte e arte virtual. Em relação às formas anteriores, introduz novos elementos, como a interface, os softwares mediadores entre máquina e usuário e a digitalização da informação.
Principais artistas
Ben Laposky e Herbert Franke – americano e austríaco, respectivamente, realizaram os primeiros trabalhos artísticos produzidos em computador, utilizando ainda máquinas analógicas para gerar as imagens, osciloscópios de raios catódicos para exibi-las e películas cinematográficas para registrá-las.
Oscilogramas – Franke/1956
Eduardo Kac – O artista carioca radicado nos Estados Unidos, Eduardo Kac, desenvolveu a holopoesia (1983), explorando a relação palavra-imagem no espaço holográfico, a telepresença (1986), ao deslocar a experiência sensorial para um telerrobô remoto, e a arte transgênica (1999), utilizando engenharia genética para criar seres vivos únicos.
Giselle Beiguelman – Expoente brasileira em projetos na web, Giselle trabalha com a estética do banco de dados. Seu projeto, www.desvirtual.com, conta com o uso de diversas linguagens numa experiência peculiar em se tratando de internet.
Michael Gleich e Jeffrey Shaw – Seu principal trabalho é uma instalação composta por 4 terminais itinerantes localizados em diversos pontos do planeta e um terminal fixo localizado na Alemanha. Nela, o espectador é convidado a escanear as linhas de sua mão que se conectam com as outras dos outros terminais conectados, criando um grande work in progress coletivo e em fluxo constante.
Fonte: Toda Matéria
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Sensacional! Você concorda?! Uma bela passagem pela história, que nos traz uma “segurança” para os conhecimentos que cercam a cultura, o comportamento, a “visão” do mundo. Um rico material que sempre influencia nós, os criativos, e acende a curiosidade e inteligência daqueles que consomem a comunicação que fazemos para aqueles clientes que querem se “conectar” com seus públicos. Então, vamos ficar “conectados”! Porque em breve teremos o período especial na história da arte: falaremos da “nossa” Arte Brasileira. Não perca!
