Envelhecimento gera migração nas redes sociais?
Bem, não tem escapatória: o tempo passa, o tempo voa… (parece peculiar de uma propaganda clássica brasileira), e eu e você iremos… envelhecer. Mas focando ao que interessa aqui, neste momento, é o comportamento e as práticas dos usuários dentro das redes sociais. Numa matéria no site da Brasilprev, a geração jovem atual tem, efetivamente, “medo de envelhecer”. O destaque do conteúdo foi a tensão que os jovens vivem em relação à “glorificação da juventude e associação à beleza”. E mais, que as “publicidades, redes sociais e filmes reforçam a ideia de ser jovem é o auge da vida, enquanto envelhecer é algo a ser evitado”. Além disso, estão sob pressão com outras preocupações, como mudanças climáticas, instabilidade econômica e mercado de trabalho. Puxa, chega a lembrar, até, algumas das mensagens que estão na recente série inglesa Adolescência.
Por que essa abordagem, este foco inicial? Não temos como ir contra o cotidiano: esses jovens “também” envelhecerão, mas estarão absolutamente dentro de todo o processo digital que envolve a sua geração. Mas agora pensemos o todo nesse cenário.
Vamos nos debruçar mais significativamente no seguinte rumo: “as marcas devem não apenas acompanhar as tendências emergentes, mas também ouvir atentamente as vozes da Geração Z”, enfatiza Rafael Kiso, em seu artigo “Como a geração Z determina o futuro das mídias sociais?”. Este caminho nos dá uma forte base para absorvermos outros movimentos e indicadores, para nos situarmos no “hoje”, num tal 2025. Por exemplo, quando falamos de Geração Prateada, aqueles 55+, essa está equiparada com os mais jovens em níveis de acesso às redes (frequência e conexão). Esses mais “experientes” têm adotado hábitos de consumo e estilo de vida mais modernos. Lembrando que esse grupo ainda resiste, e continua a acessar o Facebook (já questionada como uma “rede envelhecida”), mas que também tem explorado outras redes com maior frequência (principalmente o Instagram).
Outra análise paralela, desta vez incluindo a GenZ, é sobre as formas de buscas na internet. Surpreendentemente, a geração Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) se equipara aos nascidos de 1996 em diante, quando eles pesquisam por variados assuntos mais nas redes sociais do que no Google. O artigo publicado pelo site Consumidor Moderno, destaca ainda sobre um dado curioso: o tipo de conteúdo influencia bastante onde as pessoas procurarão as informações. Fofocas de famosos e tutoriais são mais populares nas redes sociais (38% e 37%), e perdem força nos motores de busca (11% e 15%). O caso se inverte na seara sobre pesquisa de games (25% preferem plataformas de busca, e 16% se informam pelas redes sociais), assim como quando se trata de educação (42% e 8%, respectivamente), conclui.
Já o estudo do portal Negócios SC , liderado pelo Grupo NC, lembra que o Facebook – desenvolvido em 2004 – tem enfrentado dificuldades para atrair e reter o público mais jovem. O TikTok já aparece muito perto de tomar o seu posto (3º lugar), atrás de Instagram e YouTube. Entretanto, como aponta o relatório Digital Brazil: 2023, os internautas no Brasil ainda passam 12 horas e 18 minutos, em média, por mês no Facebook, e que 77% dos entrevistados pela Opinion Box ainda seguem alguma empresa ou marca na plataforma. Inclusive, 57% já compraram algo que descobriram por esta rede social, e 83% dos usuários brasileiros entram nela pelo menos uma vez ao dia. Não dá para subestimar; continua sendo importante para a estratégia digital das marcas, agora ao lado de outros canais. Mas aí, quando o estudo reporta outra plataforma de destaque, essa se torna mais expressiva: eles falam do Instagram. O Facebook atinge aproximadamente 60% dos internautas no Brasil, sendo que o Instagram chega a 62,4% da população digital no País (quase 115 milhões de usuários brasileiros que podem ser impactados por anúncios na plataforma, mesmo com reduções de públicos recentemente). O Instagram ainda é a rede mais buscada por conteúdos de criadores (mais de 90% das estratégias de marketing de influência nas redes passam por ela). A relação com as marcas é igualmente forte por lá, sendo que 82% dos entrevistados pela Opinion Box seguem algum negócio na rede de imagens e 64% já compraram algo descoberto por esse canal. Ainda, 83% dos brasileiros conectados relataram usar o Instagram Direct quase todo dia ou todo dia. Inclusive, 65% dos usuários já o utilizaram para falar com marcas.
Bom, voltemos à visão na matéria do Rafael Kiso, na luz que coloca sobre a Geração Z. De fato, as pessoas desse grupo estão utilizando cada vez mais o TikTok para buscar informações sobre diversos temas. Interessante… 40% dos jovens preferem o TikTok para encontrar ideias de presentes e dicas de cabelo e maquiagem, comparado a apenas 25% que usam o Google para os mesmos tópicos. Ademais, 39% buscam no TikTok por saúde e bem-estar, enquanto 29% recorrem ao Google. Quando se trata de receitas, 38% utilizam o TikTok, superando os 30% que preferem o Google, enfatiza Kiso. Ainda, essa tendência revela uma mudança significativa para plataformas baseadas em vídeo na descoberta de informações (inclusive a Meta lançou o Meta AI dentro dos apps do Instagram, Facebook e WhatsApp). Cada vez é maior o uso das mídias sociais para pesquisar produtos, tudo porque neste ambiente é possível ver avaliações de outros clientes (Opinion Box e All In). Ele completa com uma dica: quem quiser aparecer nos resultados de busca nas mídias sociais, que invista em UGC (User Generated Content).
Entendendo que essa está moldando e se destacando como influenciadora nos movimentos e comunicação das marcas, preferências e comportamentos têm mudado substancialmente, fazendo com que essas empresas se adequem para continuar relevantes no mercado.
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Conclusão
Muito bem… provocamos com “onde investir, afinal”, “como otimizar minhas verbas dentro das redes”. O que devemos fazer é enxergar os números, enxergando o mercado. Quisemos dar um pouco desse complexo conjunto de dados acima, mas entendemos que precisamos ter pessoas planejando, executando, testando, testando, testando, validando, voltando a planejar… não tem fim, deve ter constância. Mas o que nos chamou muito a atenção neste artigo foi esta ênfase (para não dizer “te liga, mercado”) sobre a geração intitulada “Z” estar na lente neste momento das estratégias de marketing. Repetindo a análise do Rafael KI, vamos precisar entender mais o comportamento desse grupo em relação ao consumo de conteúdo, atendimento ao cliente e descobertas de produtos, determinando sua relevância dentro de qualquer estratégia de marketing eficaz.
Dessa forma, com olhos para o futuro, além de “tendências da ora”, precisaremos estar “ligados” no que essa Geração Z tem a dizer. O sucesso das redes sociais nos próximos tempos estará ligado nessa interação recheada de experiências “verdadeiras” e “relevantes” para eles.
Então, um bom investimento? Primeiro entenda seu público, e depois contrate profissionais que pensem, executem e “respirem” os movimentos neste universo do marketing (pelo que interessa aqui, digital).
Quem tiver alguma experiência nesta abordagem, e queira dividir conosco, deixe seu comentário logo ali abaixo para ampliarmos esta discussão acerca dos investimentos nas mídias sociais.